Categoria: Nutrição

As Enormes Mentiras sobre as Vacinas

As Enormes Mentiras sobre as Vacinas

As Enormes Mentiras sobre as Vacinas

Colocadas as mentiras sobre vacinas no contexto de uma sessão de perguntas e respostas:

P: Digamos que aceito a ideia de que as vacinas dão protecção contra as doenças. As vacinas criam imunidade. Qual é o problema? Porque é que eu me deveria preocupar? Porque é que eu deveria procurar informações fora dos meios convencionais?

R: Bem, vamos começar por aqui. A teoria da vacinação afirma que as vacinas fazem com que o sistema imunológico de uma pessoa entre em acção contra um germe em particular que é colocado na vacina. Este é um “ensaio” que prepara o sistema imunológico para reagir quando a doença e o germe reais vierem mais tarde. Faz sentido?

P: Sim. Isso foi o que me ensinaram.

R: Mas repare, há uma vacina (da Hepatite B) que é administrada a bebés logo no dia em que nascem. O bebé não possui um sistema imunológico próprio. Na verdade, alguns investigadores afirmam que uma criança não desenvolve completamente o seu próprio sistema imunológico até os 12-14 anos.

P: Ai é? Como assim?

R: Uma vacina não pode criar o “ensaio” desejado, a menos que o destinatário tenha seu próprio sistema imunológico. Isso é óbvio.

P: Mas isso significaria que a vacina não pode funcionar ao longo daqueles anos em que uma criança não possui seu próprio sistema imunológico completamente desenvolvido.

R: Correcto.

P: Mas, então, todos os especialistas estariam errados.

R: Isso mesmo.

P: E quanto aos idosos? Nós ouvimos constantemente que eles devem receber vacinas porque têm sistemas imunológicos fracos.

R: Essa é outra informação falsa. As vacinas não podem tornar um sistema imunitário fraco mais forte. De acordo com a sabedoria convencional, as vacinas apenas preparam um sistema imunitário funcional para uma doença que virá mais tarde. Na verdade, uma vacinação dada a pessoas cujo sistema imunológico é fraco pode ter um efeito decididamente negativo. A vacinação pode sobrecarregar o sistema imunitário fraco.

P: Mas temos uma grande quantidade de informações que afirmam que as vacinas aniquilaram as doenças tradicionais. A taxa de sucesso foi notável.

A: Dois pontos aqui. Como Ivan Illich afirma no seu livro, Nemesis Médica:

“A taxa de mortalidade combinada da escarlatina, difteria, tosse convulsa e sarampo entre as crianças até quinze anos mostra que quase 90 por cento do declínio total da mortalidade entre 1860 e 1965 ocorreu antes da introdução dos antibióticos e da imunização generalizada. Em parte, esta recessão pode ser atribuída à melhoria das condições de habitação e à diminuição da virulência dos microrganismos mas, de longe, o factor mais importante foi a maior resistência do hospedeiro devido à melhor nutrição. ” (Ivan Illich, Medical Nemesis, Bantam Books, 1977)

P: E qual é o outro ponto?

R: Quando os especialistas afirmam que as vacinas aniquilaram as doenças tradicionais, o que é que eles estão realmente a dizer? Eles estão a dizer que os sintomas visíveis dessas doenças raramente são vistos, em comparação com as décadas anteriores. Mas porque é que esses sintomas visíveis se tornaram residuais?

P: Sim, porquê?

R: Pode ser porque esses sintomas foram eliminados. Mas pode ser também porque esses sintomas foram suprimidos.

P: Eu não estou a entender.

R: Considere os sintomas básicos do sarampo. Erupções cutâneas, febre. Na abordagem convencional eles são simplesmente o resultado da infecção pelo vírus do sarampo? Não. Os sintomas são uma combinação da infecção e da reacção do sistema imunológico do organismo ao germe. Essa reacção – a resposta inflamatória – é a tentativa do corpo de se descartar dos efeitos do germe. É POR ISSO QUE VEMOS OS SINTOMAS.

P: Ai é? Como assim?

R: As vacinas contêm elementos tóxicos. Germes, produtos químicos como o alumínio e o formaldeído. Se essas substâncias tóxicas enfraquecem o sistema imunológico, então NÃO haverá uma resposta inflamatória completa. O sistema imunológico não será capaz de montar essa resposta. Portanto, os sintomas visíveis da doença não aparecerão quando a doença real vier. Entende?

P: Sim. O sistema imunológico estará muito fraco para lutar.

R: A vacinação enfraquece o sistema imunológico. Então, quando a doença do sarampo chega posteriormente, a pessoa que recebeu a vacina não conseguirá confronta-la facilmente. Portanto, não verá as erupções cutâneas e a febre. As erupções cutâneas e a febre ocorrem quando o sistema imunológico é capaz de montar uma resposta completa.

P: Portanto?..

R: Portanto, após as campanhas de vacinação em massa contra o sarampo parecerá que o sarampo foi aniquilado porque, em geral, não vemos os sintomas tradicionais. Mas isso é uma ilusão. O sarampo realmente não foi exterminado. Em vez disso, as pessoas agora sofrem com um sistema imunológico mais fraco e os sintomas disso serão diferentes.

P: Essa é uma ideia perturbadora.

R: Sim é. Porque agora estamos a falar de doenças crónicas e não do sarampo agudo que se elimina rapidamente na presença de um sistema imunológico totalmente funcional.

P: Espere um minuto. Durante muito tempo milhões de casos de sarampo foram relatados no Terceiro Mundo, onde o sistema imunológico das crianças é muito fraco. Portanto, os sintomas do sarampo foram visíveis.

R: Sim. Digamos que o sistema imunológico dessas crianças foi, ao mesmo tempo, forte o suficiente para montar uma resposta inflamatória. É por isso que as erupções e a febre apareceram. Mas, depois da vacinação com elementos tóxicos, deixou de ser esse o caso. Todas essas crianças estavam agora “abaixo da linha”. Quando o sarampo surgiu deixamos de ver os sintomas. Após a vacinação, o seu sistema imunológico tornou-se muito fraco para montar a resposta inflamatória. Isso não é “eliminar o sarampo”. Isso é “substituir o sarampo pelas doenças crónicas”.

P: Parece estar a dizer que precisamos de fortalecer o sistema imunológico das pessoas. Essa é a verdadeira resposta. Então as crianças terão doenças verdadeiras e vão supera-las – e então elas terão imunidade para o resto da vida.

R: Sim, absolutamente.

P: Qual o “tratamento” médico que poderá conseguir isso?

R: Não há nenhum. Reforçar o sistema imunológico de uma pessoa é uma situação não médica. Envolve uma melhor nutrição, melhor higienização local e outros factores, nenhum dos quais tem que ver com o tratamento médico.

P: Também afirma que um sistema imunológico fraco abre a porta a todo tipo de doenças.

R: Correto. A vacinação não pode curar um sistema imunológico fraco. A solução não deve ser médica.

P: Imagino que essa ideia não seja apelativa para os médicos.

R: Dizer que não é apelativa é muito lisongeiro.

P: Mas deve haver uma solução médica para os sistemas imunológicos fracos.

R: Porquê?

P: Porque se não houver então tudo o que nos ensinaram está errado.

R: E não consegue aceitar isso?

P: Se eu aceitasse isso significaria que o sistema médico tem uma grande responsabilidade na debilidade do sistema imunológico das pessoas.

R: E a interminável propaganda diz-lhe que isso não pode ser verdade.

P: Certo.

R: E de quem é esse problema?

[SILÊNCIO]

P: Eu não quero pensar sobre isso. Prefiro enterrar minha cabeça na areia. Deixe-me mudar a conversa para algo sobre o qual escreveu – a vacina contra a gripe. Isso também me incomoda. Citou o autor Peter Doshi, que publicou um artigo no BMJ Journal. Posso citá-lo?

R: À vontade. Continue.

P:

“O Dr. Peter Doshi, no BMJ online (British Medical Journal), revela uma monstruosidade”.

“Como a Doshi afirma, todos os anos centenas de milhares de amostras respiratórias são retiradas de pacientes com gripe nos EUA e testadas em laboratórios. Aqui está destaque: apenas uma pequena percentagem dessas amostras evidencia a presença de um vírus da gripe”.

“Isso significa: a maioria das pessoas na América e que são diagnosticadas por médicos com a gripe não têm o vírus da gripe no corpo”.

“Então eles não têm gripe”.

“Portanto, mesmo que assuma que a vacina contra a gripe é útil e segura, não pode prevenir todos aqueles “casos de gripe” que não são casos de gripe”.

“A vacina nunca poderia funcionar”.

“A vacina não é projectada para prevenir a falsa gripe, a menos que os porcos tenham asas”.

“Aqui está a citação exacta da revisão do BMJ por Peter Doshi, (BMJ 2013; 346: f3037)”:

“…mesmo a vacina ideal contra a gripe, combinada perfeitamente com as cepas circulantes da gripe selvagem e capaz de parar todos os vírus da gripe, só pode lidar com uma pequena parte do problema da “gripe” porque a maioria das “gripes”parece não ter nada a ver com gripe. Todos os anos, centenas de milhares de espécimes respiratórios são testados por todos os EUA. Daqueles testados, em média 16% são validados como gripes”.

“(…) Não é de admirar que muitas pessoas sintam que as “vacinas contra a gripe” não funcionam: para a maioria das gripes não podem”. (Fim da citação de Doshi)

“Porque a maioria dos casos diagnosticados de gripe não são gripe”.

“Então, mesmo se for um verdadeiro crente na teoria das vacinas, está a cair num engodo. Eles estão a aldraba-lo.”

R: Tem alguma pergunta sobre isso?

P: É mais como uma… é chocante. Profundamente chocante.

R: É suposto ser chocante. Os factos às vezes são.

P: Mas como é que isto consegue escapar ao jornalismo convencional? Porque é que esta história de proporções gigantescas não é relatada na imprensa? Porque é que o governo não investiga isto?

R: Porque é que não responde à sua própria pergunta?

P: Porque eu tenho medo de ficar em estado de choque com a minha resposta.

R: E de quem é esse problema?

[SILÊNCIO]

Jejum para curar doenças autoimunes

Jejum para curar doenças autoimunes

jejum

O jejum, um pilar de praticamente todas as tradições culturais e religiosas na Terra, é uma ferramenta essencial na gestão da doença auto-imune e deve ser considerado como uma intervenção terapêutica em pacientes de doenças auto-imunes, a fim de se melhorar os parâmetros metabólicos e imunes.

O Jejum: uma faceta negligenciada da Condição Humana

Ao longo de milénios o jejum tem sido um dos rituais de ancoragem de diversas tradições espirituais. Por exemplo, todas as principais religiões do mundo, incluindo o hinduísmo, o budismo, o islamismo, o cristianismo e o judaísmo defendem doutrinas religiosas que prescrevem jejum em dias designados (1). Para além disso, o jejum é uma prática enraizada na biologia evolutiva já que, ao longo da história evolutiva, os corpos humanos adaptaram-se a períodos de festa e fome. Matrona e os colegas articulam isso desta forma:

“Como os animais, incluindo os humanos, evoluíram em ambientes onde os alimentos eram relativamente escassos, eles desenvolveram inúmeras adaptações que lhes permitiram funcionar a um nível muito elevado, tanto fisica como cognitivamente, quando se encontram em estados de privação de alimentos / jejum continuado” (2).

Em contraste, as populações humanas contemporâneas são vítimas da falsa noção, socioculturalmente construída, de que três refeições quadradas por dia dão saúde. No entanto, os padrões alimentares ad libitum e o consumo excessivo de alimentos levam, provavelmente, a distúrbios metabólicos, como a resistência à insulina, adiposidade visceral e disfunção endotelial, em particular quando acoplados a um estilo de vida sedentário (2). Estas morbidades metabólicas são o precursor de muitas das latentes e degenerativas doenças da sociedade moderna, como doenças cardiovasculares, diabetes e doenças auto-imunes.

Benefícios do jejum para o envelhecimento e doenças

Por outro lado, a restrição calórica (RC) mostrou aumentar a longevidade e mitigar a doença, porque:

“Os mecanismos celulares e moleculares responsáveis ​​pelos efeitos protectores da RC provavelmente evoluíram biliões de anos antes em procariotas que tentavam sobreviver num ambiente em grande parte, ou completamente, desprovido de fontes de energia, evitando dessa forma os danos dependentes da idade que possam comprometer a aptidão ” (1, p.2).

Esses processos são conservados desde as formas de vida inferiores até às mais elevadas.

Por exemplo, quando a Escherichia coli (E. coli) é trocada dum caldo rico em nutrientes para um meio sem calorias, a sua expectativa de vida cronológica é estendida por um factor de quatro (3). Da mesma forma, as células de transição Saccharomyces cerevisiae (S. cerevisiae), ou levedura de cerveja comum, duma cultura de crescimento padrão para a água, constantemente multiplicam a sua vida útil duas vezes e o que leva a aumentos dramáticos na resistência ao estresse (4, 5). Igualmente, a diluição ou redução de alimentos prolonga de forma confiável o tempo de vida da Drosophila melanogaster, a mosca comum da fruta (6). Para além disso, submeter o nematóide Caenorhabditis elegans (C. elegans) à privação de alimentos também resulta num aumento importante da vida útil (7, 8).

Conforme discutido por Longo e Mattson (2014),

“Notavelmente, quando colocadas em condições de privação de alimentos, as bactérias e leveduras entram num modo hipometabólico que lhes permite minimizar o uso de fontes de carbono de reserva e também pode acumular elevados níveis de cetona semelhantes às do corpo – como o ácido acético, analogamente ao que acontece com os mamíferos “(1, p.2).

Estudos em modelos animais e em seres humanos destacaram que diferentes modelos de jejum, incluindo o jejum intermitente (IF), dietas mímicas de jejum (FMD), alimentação com restrição de tempo (TRF) e jejum periódico (PF), influenciam favoravelmente vários parâmetros de saúde e podem provocar resultados positivos na doença de Alzheimer, Parkinson, doença cerebrovascular, diabetes, doença cardíaca coronária, cancro e numa série de outras doenças crônicas (2).

Evidências que apoiam o jejum na auto-imunidade

Relativamente à doença auto-imune em particular, o jejum demonstrou reduzir a permeabilidade intestinal paracelular patológica, o precursor de todas as doenças auto-imunes (9). Juntamente com a predisposição genética e um gatilho ambiental, a integridade comprometida da barreira intestinal é um pré-requisito para o desenvolvimento das doenças auto-imunes (9). A violação da arquitectura de junção apertada é fundamental para a perda de tolerância oral, uma vez que a hiperpermeabilidade intestinal permite a translocação de antígenos, substâncias tóxicas e micróbios não digeridos, através da barreira mucosa, provocando uma resposta imune do tecido linfático associado ao intestino (GALT) , que pode se manifestar como doença auto-imune (9). A este respeito, o jejum é uma ajuda incrível, uma vez que

“O processo autoimune pode ser parado se a interacção entre os genes e desencadeantes ambientais for impedida pelo restabelecimento da função de barreira intestinal” (10).

Em particular, o agrupamento de dados provenientes de quatro estudos controlados elucidou que o jejum seguido por uma dieta vegetariana melhora a sintomatologia da doença e produz um benefício clínico significativo a longo prazo na artrite reumatóide (11). Outro estudo também demonstrou que o jejum prolongado por sete a dez dias leva a uma melhoria clínica significativa na artrite reumatóide, embora as melhorias fossem perdidas quando os hábitos alimentares normais fossem retomados, sugerindo que ciclos de jejum e re-alimentação podem ser necessários (12). Da mesma forma, outro estudo destacou que o jejum levou a um declínio na actividade da doença, medido por uma pontuação clínica de seis itens diferentes, em pacientes com artrite reumatoide, acompanhada da diminuição da permeabilidade intestinal e extra intestinal (13). Para além disso, num estudo de caso notável que incluiu pacientes com artrite reumatoide, fibromialgia e doença mista do tecido conjuntivo, o jejum prolongado seguido de uma dieta vegana permitiu diminuir os medicamentos e levaram os pacientes à ausência de sintomas ou com sintomas mínimos posteriormente (14).

Existe também um suporte empírico para uma dieta imitadora de jejum (FMD) na esclerose múltipla. Impressionantemente, demonstrou-se que a febre aftosa induz a regeneração de células precursoras de oligodendrócitos e axónios remielinados na encefalomielite autoimune experimental (EAE), o modelo de esclerose múltipla com espécies específicas de ratos de laboratório (15). De facto,

“A febre aftosa administrada todas as semanas foi eficaz para melhorar os sintomas de EAE em todos os ratos e reverteu completamente a progressão da doença numa porção dos animais após o início dos sinais de EAE” (15, p.221).

Neste estudo, foram realizadas reduções nas citocinas pró-inflamatórias, populações patogénicas de células Th1 e Th17 e números de células apresentadoras de antígenos, enquanto as células T reguladoras, o subconjunto de linfócitos responsáveis ​​pelo equilíbrio Th1-Th2-Th17 e a atenuação das respostas auto-imunes, foi expandido (15). A supressão da auto-imunidade também ocorreu tanto pela indução de apoptose linfocitária quanto pelo aumento nos níveis de corticosterona (15).

Para além disso, num ensaio piloto aleatório de grupo paralelo e com 3 vertentes, um único ciclo de febre aftosa durante sete dias, seguido duma dieta mediterrânea de seis meses, melhorou significativamente a qualidade de vida em comparação com uma dieta cetogénica (KD) e com o grupo de controlo grupo em pacientes com esclerose múltipla recidivante-remitente (RRMS) (15). Tanto o KD como o factor de febre aftosa também levaram a uma leve redução na pontuação da escala de estado de incapacidade expandida (EDSS), que estavam inversamente correlacionados com a qualidade de vida relativa à saúde (QVRS) (15). Em ambos os grupos de febre aftosa e KD, observaram-se pequenas reduções na contagem de glóbulos brancos e linfócitos, juntamente com o aumento do beta-hidroxibutirato plasmático, um corpo de cetona indicativo de indução de cetose terapêutica (15). Para além disso, no dia oito do jejum, a febre aftosa produziu um declínio de 20% na contagem total de linfócitos em 72% dos pacientes, o que os autores sugerem que pode melhorar os sintomas de esclerose múltipla através de reduções nos linfócitos auto-reactivos (15). No entanto, os níveis de linfócitos auto-imunes retornaram aos níveis basais no terceiro mês, depois dos pacientes serem transferidos para uma dieta mediterrânea, sugerindo novamente que os ciclos contínuos de jejum são necessários para manter os benefícios clínicos (15).

Mecanismos Moleculares dos Benefícios alcançados pelo Jejum

Mecanicamente, o jejum pode desencadear a síntese de glicocorticóides, o equivalente endógeno dos esteróides que são administrados a pacientes auto-imunes para reduzir a inflamação (15). Da mesma forma, o jejum atenua o estresse oxidativo, confere citoproteção, optimiza o metabolismo energético e reforça a resistência ao stresse aumentando o tom parassimpático (1). A actividade parasimpática aumentada pode melhorar o eixo cérebro-intestino, os meios de comunicação bidireccionais entre o sistema nervoso central e o sistema imunológico, levando a uma melhor motilidade intestinal, fluxo sanguíneo e secreções gástricas, redução da frequência cardíaca e pressão arterial e aumento da variabilidade da frequência cardíaca, a última gerando um melhor equilíbrio autonómico (2, 16). Uma melhor regulação do eixo do intestino-cérebro permite que o cérebro estimule as fibras vagais eferentes que inervam os receptores colinérgicos nicotínicos nas células imunes, modulando assim o sistema imunológico periférico numa direcção anti-inflamatória (17, 18, 19). Para além disso, a neurotransmissão antiinflamatória colinérgica aprimorada através do nervo vagal inibe a libertação de citocinas das células gliais, leucócitos e macrófagos, de modo que essas moléculas de sinalização intercelular pró-inflamatória envolvidas na patogénese autoimune são suprimidas (20).

Os mecanismos de reparação baseados no ADN, a regeneração baseada em células-tronco e autofagia das células mortas, detritos e placas beta amilóides e proteína tau, ambas implicadas nas doenças neurodegenerativas, também são promovidas pelo jejum (2). A autofagia, o processo de degradação da proteína e o volume de trocas dos outros constituintes celulares, são fundamentais para a manutenção da homeostase. Ao nível do cérebro, o jejum aumenta a função e cognição executivas, a plasticidade sináptica, a neurogénese, a biogénese mitocondrial, a síntese de factores neurotróficos e melhora a inflamação (1, 2).

Para além disso, o jejum pode mediar um efeito anti-inflamatório através da modulação do alvo mecanicista da rapamicina (mTORC) ou da proteína quinase activada com monofosfato de adenosina (AMPK), sensores intracelulares que integram as vias ambientais e a detecção de acessibilidade de nutrientes para ditar o destino das células (21). Em particular, o mTORC1 é considerado um determinante positivo crítico e um reostato das acções imunossupressoras de Tregs, que acopla os sinais imunes e a programação metabólica no estabelecimento da competência funcional das populações de Treg (22). A noção de que o jejum alivia a auto-imunidade através desses mecanismos moleculares é apoiada por estudos que mostram que o agonista da AMPK, a metformina ou o inibidor de mTORC1, a rapamicina, aliviam a EAE diminuindo as células T efectoras, aumentando as células de Treg e proibindo a infiltração do sistema nervoso central por células mononucleares (23, 24). Assim, o jejum pode ser eficaz na prevenção do recrutamento de células imunes em locais de lesões auto-imunes (15).

Mais ianda, o jejum leva a reduções significativas nos níveis de leptina, uma adipocina pró-inflamatória elevada na artrite reumatóide, lúpus eritematoso sistémico, diabetes tipo 1, hepatite auto-imune, esclerose múltipla, doença de Behcet, psoríase e colite ulcerativa (25, 26). Isso tem o efeito de regular as células T reguladoras CD4 + CD25 + Foxp3 +, o subconjunto de células imunes que induzem a tolerância imune periférica, são esgotados nas doenças auto-imunes e são inibidos pela leptina (26). O jejum também melhora a produção de cetona, a sensibilidade à insulina, a glicogenólise hepática, a lipólise do tecido adiposo e a actividade anabólica no músculo, todos promovendo a correcção metabólica (1, 2). Uma revisão da literatura também revela que o jejum melhora muitos outros biomarcadores metabólicos, como a glicose, lipídios, leptina e adiponectina (Patterson et al., 2015). Aumentos na adiponectina, que ocorre com jejum, são favoráveis, uma vez que os níveis dessa adipocina derivada de tecido adiposo anti-inflamatório estão comprometidos na esclerose múltipla, psoríase e Sjogren (25).

Jejum para dormir, desintoxicar e controlar o ritmo circadiano

O jejum também pode produzir melhorias cardiometabólicas alavancando e sincronizando a biologia do ritmo circadiano. De acordo com Patterson e os seus colegas (2015),

“É uma hipótese que alguns regimes de jejum e alimentação com restrições no tempo impõem um ritmo diurno na ingestão de alimentos, resultando em oscilações melhoradas na expressão de genes do relógio circadiano que reprogramam os mecanismos moleculares do metabolismo energético e regulação do peso corporal “(27, p.7).

Para além disso, o jejum pode mudar as populações de microbiota para uma composição mais saudável, de modo que colhem menos energia da dieta e afectam favoravelmente o gasto de energia e o armazenamento (27). Esse efeito também pode ser mediado através do ritmo circadiano, uma vez que a perturbação das flutuações diurnas e da disbiose da microbiota tem sido associada à intolerância à glicose e à obesidade (28).

Os regimes de jejum podem modificar o consumo de energia, restringindo as horas disponíveis para comer e alterando os níveis de hormonas reguladoras do apetite, como a leptina, a grelina e a xenina, reduzindo o risco de obesidade (Patterson et al., 2015).

Finalmente, o jejum pode melhorar a qualidade do sono, mitigar o risco de obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares e cancro, uma vez que

“Comer refeições em períodos circadianos anormais (ou seja, muito tarde à noite) foi teorizado que pode levar a dessincronização circadiana e subsequente ruptura dos padrões de sono normais” (27, p.8).

A melhoria do sono por si só pode ajudar nas estratégias de jejum, uma vez que o sono pode facilitar a excreção de produtos tóxicos implicados na auto-imunidade. Afinal,

“…dormir, no nível comportamental, é um processo de restituição neuronal e de desintoxicação ao nível celular” (29, p.91).

O sono restaurador e um ritmo circadiano normalizado aumentam a troca convectiva do líquido cefalorraquidiano com fluido intersticial o que, por sua vez, aumenta a depuração das placas de β-amilóide e de outros resíduos neurotóxicos que se acumulam no sistema nervoso central através do sistema linfático recentemente descoberto do cérebro (30, 31). Para além disso, demonstrou-se que as enzimas das três fases hepáticas da desintoxicação, bem como os receptores nucleares responsivos a drogas, funcionam num ritmo circadiano, de modo que um relógio biológico perturbado, que surge na auto-imunidade, pode levar à patologia induzida por tóxicos e metabolismos alterados do fármaco (29).

Finalmente, o jejum representa a redução final da carga antigénica. Por outras palavras, o jejum proporciona ao corpo um hiato nas demandas, energeticamente intensivas, dos processos digestivos e reduz temporariamente a exposição do trato digestivo às proteínas alimentares que podem estar a contribuir para a inflamação através de alergenicidade ou outras reações alimentares imunes mediadas. Portanto, dada a sua segurança, eficácia e benefícios para a saúde que transmite, o jejum pode ser uma opção viável para a inclusão de um regime holístico de “remédios como medicamentos” para o bem-estar autoimune.

Referências do artigo:

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24. Esposito, M., Ruffini, F., Bellone, M., Gagliani, N., Battaglia, M., Martino, G., and Furlan, R. (2010). Rapamycin inhibits relapsing experimental autoimmune encephalomyelitis by both effector and regulatory T cells modulation. Journal of Neuroimmunology, 220, 52–63.

25. Hutcheson, J. (2015). Adipokines influence the inflammatory balance in autoimmunity. Cytokine, 2, 272. doi:10.1016/j.cyto.2015.04.004

26. Liu, Y., Yu, Y., Matarese, G., & La Cava, A. (2012). Cutting edge: fasting-induced hypoleptinemia expands functional regulatory T cells in systemic lupus erythematosus. Journal of Immunology, 188(5), 2070-2073.

27. Patterson, R.E., Laughlin, G.A., LaCroix, A.Z., Hartman, S.J., Natarajan, L., Senger, C.M., & … Gallo, L. C. (2015). Practice Applications: Intermittent Fasting and Human Metabolic Health. Journal Of The Academy Of Nutrition And Dietetics, 115(8), 1203-1212. doi:10.1016/j.jand. 2015.02.018

28. Thaiss, C.A., Zeevi, D., Levy, M., Ailberman-Schapira, G.Z., Suez, J., Tengeler, A.C.,…Elinav, E. (2014). Transkingdom control of microbiota diurnal oscillations promotes metabolic homeostasis. Cell, 159, 514–529.

29. Inoue, S., Honda, K., & Komoda, Y. (1995). Sleep as neuronal detoxification and restitution. Behavior and Brain Research, 69(1-2), 91-96.

30. Xiu, L., Kang, H., Xu, Q., Chen, M.J., Liao, Y.,…Nedergaard, M. (2013). Sleep drives metabolite clearance from the adult brain. Science, 342(6156), 373-377. doi: 10.1126/ science.1241224.

31. Mendelsohn, A.R., & Larrick, J.W. (2013). Sleep facilitates clearance of metabolites from the brain: glymphatic function in aging and neurodegenerative diseases. Rejuvenation Research, 16(6), 518-523. doi: 10.1089/rej.2013.1530.

Fonte: http://www.greenmedinfo.com/blog/fasting-heal-autoimmune-disease

A cúrcuma supera as vacinas pneumocócicas na protecção de bebés

A cúrcuma supera as vacinas pneumocócicas na protecção de bebés

curcuma

Curcuma. Apesar de não haver nenhuma evidência da sua eficácia na prevenção de doenças, as agências de saúde pública e a comunidade médica insistem que as crianças com idades entre os 2 e 12 meses necessitam de até quatro doses da Vacina Conjugada Pneumocócica (PCV). Agora, uma nova pesquisa identificou uma substância no açafrão e na cúrcuma que pode superar a vacina em termos de protecção duradoura contra danos pulmonares, potencialmente mortais, em bebés.

curcuma
Comparação de efeitos adversos conhecidos da vacina pneumocócita com os da cúrcuma

As bactérias pneumocócicas são a causa mais comum de infecções bacterianas em crianças, e uma causa frequente de infecções em adultos. A infecção começa no nariz ou na garganta, onde pode persistir ao longo de semanas ou meses. As infecções pneumocócicas também são a complicação mais comum resultante da gripe sazonal.

Os investigadores do Instituto de Pesquisa Biomédica de Los Angeles, no Centro Médico Harbor-UCLA (LA BioMed), usando modelos de doenças, descobriram que a cúrcuma forneceu a proteção a longo prazo contra os danos causados pela função pulmonar inadequada.

O estudo, publicado on-line pelo American Journal of Physiology, Lung Cellular and Molecular Physiology, descobriu que a cúrcuma forneceu a protecção contra a displasia broncopulmonar (BDP), uma condição caracterizada por cicatrizes e inflamações, e contra a hiperoxia, em que demasiado oxigénio entra no corpo, através de os pulmões.

Virender K. Rehan, MD, o investigador líder da LA BioMed, que escreveu o estudo, disse que este foi o primeiro estudo a descobrir os benefícios a longo prazo da cúrcuma na protecção da função pulmonar em lactentes.

“A cúrcuma é conhecida por potentes propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e antimicrobianas, tornando-se uma terapia promissora”, afirmou o Dr. Rehan.

A BDP é considerada uma das doenças pulmonares crónicas mais comuns da infância nos EUA, sendo que a infância é rotulada como um grupo de risco clínico pneumocócico, para tomar até quatro doses da vacina pneumocócica conjugada entre os 2 e os 12 meses. A primeira dose geralmente é dada quando a criança tem 2 meses de idade. As doses de reforço são dadas aos 4 meses, 6 meses e nos 12 a 15 meses de idade. Os médicos também são aconselhados a que uma criança que tenha entre 24 meses e 5 anos de idade deva receber 1 ou 2 doses adicionais dessa vacina.

O Dr. Manjeet Kumar, especialista em medicina pediátrica, disse que a descoberta poderia revolucionar as agendas de vacinação pneumocócicas para crianças com menos de um ano.

“Sabemos que as vacinas conjugadas com pneumococos foram particularmente ineficazes na última década para a maioria das crianças, e o estudo do Dr. Rehan está a demonstrar um mecanismo de protecção a longo prazo e que agora está ausente nas práticas padrão de vacinação”, afirmou.

As vacinas conjugadas pneumocócicas afirmam prevenir doenças causadas por sete dos tipos mais comuns de bactérias pneumocócicas, porém as evidências emergentes mostram que essas afirmações são exageradas.

“Parece estar protegendo contra formas graves da doença menos de 20% do tempo, dependendo da pessoa”, afirmou o Dr. Kumar.

Esta é uma grande discrepância com a efetividade de 97% reivindicada pelas autoridades de saúde.
O Dr. Kumar enfatizou a riqueza da literatura científica que apoia os curcuminoides na prevenção de doenças, e espera que tais tratamentos sejam expandidos através da medicina convencional.

“Temos centenas de estudos científicos que suportam o papel dos curcuminoides e derivados de cúrcuma na prevenção de doenças, com actividade biológica aprimorada e muito mais estáveis e biodisponíveis do que os medicamentos actuais e vacinas no mercado – não é uma surpresa que estejam a superar os produtos farmacêuticos”.


Os derivados de cúrcuma estão a
ctualmente a ser sintetizados por indústrias farmacêuticas e de saúde natural devido à sua potência e actividade antioxidante. Os estudos sugerem que a biodisponibilidade da cúrcuma, e possivelmente dos seus derivados, é maior nos pulmões e no cólon, e que protege de uma diversidade de cancros.

O Dr. Kumar em breve estará envolvido em ensaios clínicos para realizar uma vigilância activa da doença invasiva pneumocócica, para avaliar os sorotipos e padrões de resistência a antibióticos, e fornecer evidências conclusivas de como os derivados da cúrcuma estão agora a superar todas as vacinas e medicamentos para pneumocócitos, nos grupos de risco designados.

Um dos resumos mais abrangentes, resultante de uma revisão de 700 estudos sobre a cúrcuma até à data, foi publicado pelo etnobotanista respeitado James A. Duke, Ph.D. Ele mostrou que o açafrão parece superar muitos produtos farmacêuticos nos seus efeitos contra várias doenças crónicas e debilitantes, e isso ocorre sem praticamente qualquer efeito colateral adverso.

Alzheimer

Duke encontrou mais de 50 estudos sobre os efeitos da cúrcuma no tratamento da doença de Alzheimer. Os relatórios indicam que os extratos de açafrão contêm uma série de agentes naturais que bloqueiam a formação da beta-amilóide, a substância responsável pelas placas que obstruem lentamente a função cerebral na doença de Alzheimer.

Artrite

A cúrcuma contém mais de duas dúzias de compostos anti-inflamatórios, incluindo seis diferentes inibidores de COX-2 (a enzima COX-2 promove dor, inchaço e inflamação; Os inibidores bloqueiam selectivamente essa enzima). Por si só, escreve Duke, a cúrcuma – o componente do açafrão mais citado pelos seus efeitos saudáveis é um agente antiinflamatório multifacetado, e os estudos sobre a eficácia da cúrcuma demonstraram alterações positivas nos sintomas artríticos.

Cancro

Duke encontrou mais de 200 citações para o açafrão e cancro, e mais de 700 para a cúrcuma e cancro. Ele observou que no manual Phytochemicals: Mechanisms of Action, a cúrcuma e / ou açafrão foram eficazes em modelos animais fr prevenção e / ou tratamento do cancro do cólon, cancro da mama, cancro da próstata, hepato-carcinogénese murina (cancro do fígado em ratos), cancro esofágico e cancro bucal. Duke disse que a eficácia da erva contra estes tipos de cancro foi comparada favoravelmente com a relatada para os produtos farmacêuticos.

Perda de peso

A cúrcuma dietética pode bloquear a propagação do tecido adiposo, inibindo o crescimento de novos vasos sanguíneos, chamada de angiogénese, e que é necessária para construir tecidos adiposos. Os grupos tratados com cúrcuma tiveram menos crescimento de vasos sanguíneos no tecido adiposo. Os níveis de glicose no sangue, triglicéridos, ácidos gordos, colesterol e gordura hepática também foram menores.

Parkinson

Uma equipa de investigadores agora demonstrou que as proteínas de alfa-sinucleína que se retardam lentamente são a causa do aglomeração, ou agregação, que é o primeiro passo de doenças como a de Parkinson. Um novo estudo liderado por Ahmad, que aparece no Journal of Biological Chemistry, mostra que a cúrcuma pode ajudar a evitar a aglomeração.

A nossa pesquisa mostra que a cúrcuma pode resgatar proteínas da agregação, os primeiros passos de muitas doenças debilitantes”, disse Lisa Lapidus, professora associada de física e astronomia da MSU, que co-autor do trabalho com Ahmad. “Mais especificamente, a cúrcuma liga-se fortemente à alfa-sinucleína e evita a agregação, a temperaturas corporais”.

Quando a cúrcuma se liga à alfa-sinucleína, não só pára a aglomeraração, mas também aumenta a taxa de desdobramento ou reconfiguração da proteína. Ao reduzir a velocidade, a cúrcuma move a proteína para fora de uma zona de velocidade perigosa, permitindo evitar a aglutinação com outras proteínas.

– Apenas 1 por cento dos idosos na Índia desenvolvem a doença de Alzheimer – este é um quarto da taxa de desenvolvimento de Alzheimer na América do Norte. Crê-se que esta diferença devida, em parte, ao consumo regular de caril na Índia.
– A ingestão diária de cúrcuma pode diminuir o risco de desenvolv
imento de pólipos no cólon, o que, por sua vez, diminui o risco de desenvolver cancro colorrectal.
– O consumo regular de açafrão pode ajudar a aliviar a dor e a inflamação que acompanham a artrite.
– A cúrcuma pode ser útil no tratamento de alguns casos de fibrose cística.
A cúrcuma pode ajudar a tratar eficazmente as células de cancro da pele.
– A cúrcuma pode ajudar a prevenir a propagação de células d
o cancro de mama.

As propriedades medicinais da açafrão são tão significativas que os Institutos Nacionais de Saúde estão actualmente a realizar ensaios clínicos para determinar se o açafrão (cúrcuma) deve passar a fazer parte das recomendações de tratamento convencional para mais de uma dúzia de doenças diferentes.

Na medicina ayurvédica, acredita-se que o açafrão possui muitas propriedades medicinais, e muitos na Índia usam isso como um anti-séptico prontamente disponível para cortes, queimaduras e contusões. Também é usado como agente antibacteriano.

curcuma

Fonte: http://www.greenmedinfo.com/blog/curcumin-found-outperform-pneumococcal-vaccines-protecting-infants

O Porquê das Frutas e dos Vegetais se terem tornado menos Nutritivos

O Porquê das Frutas e dos Vegetais se terem tornado menos Nutritivos

Devido aos níveis actuais de desgaste do solo, modificação genética e pesticidas, as culturas produzidas há décadas atrás eram muito mais ricas em vitaminas e minerais do que as variedades que nós temos hoje. Mas qual é a diferença nutricional entre uma cenoura produzida em 1950 e as actuais?

Níveis mais altos de antioxidantes, menores cargas de pesticidas, melhores práticas agrícolas criam um produto final mais nutritivo quando se opta por alimentos orgânicos em vez de OGM (Organismos Geneticamente Modificados).

Mas o principal culpado desta preocupante tendência nutricional é o esgotamento do solo: os métodos agrícolas intensivos modernos eliminaram quantidades crescentes de nutrientes do solo em que os alimentos que comemos crescem.

Infelizmente, cada sucessiva geração de cenouras de rápido crescimento e resistentes às pragas é verdadeiramente pior para si que a anterior.

nutrição e agricultura

Nutrição. Um estudo inovador sobre o tema da autoria de Donald Davis, da equipa de investigadores da Universidade do Texas (UT) e do Departamento de Química e Bioquímica de Austin foi publicado em Dezembro de 2004 no Journal of American College of Nutrition.

Eles estudaram os dados nutricionais do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos entre 1950 e 1999 para 43 diferentes hortaliças e frutas, tendo encontrado declínios confiáveis na quantidade de proteínas, cálcio, fósforo, ferro, riboflavina (vitamina B2) e vitamina C ao longo do último meio século.

Davis e os seus colegas encontraram uma relação entre o conteúdo nutricional em declínio e a preponderância de práticas agrícolas destinadas a melhorar as características (tamanho, taxa de crescimento, resistência a pragas), além da nutrição.

Outros resultados publicados no Journal of Agricultural and Food Chemistry mostraram que as maçãs produzidas organicamente têm uma capacidade antioxidante 15 por cento maior do que as maçãs produzidas convencionalmente.

“Os esforços para criar novas variedades de culturas que proporcionam maior rendimento, resistência a pragas e adaptação ao clima têm permitido que as culturas cresçam mais rapidamente”, disse Davis, “mas a sua capacidade de fabricar ou absorver nutrientes não acompanhou o seu rápido crescimento”.

Existem provavelmente declínios noutros nutrientes também, ele afirmou, como o magnésio, zinco e vitaminas B-6 e E, mas eles não eram estudados em 1950 e mais pesquisas são necessárias para descobrir quanto é que estamos a receber a menos dessas Vitaminas e minerais essenciais.

A Associação de Consumidores Orgânicos cita vários outros estudos com achados semelhantes: Uma análise do Instituto Kushi de dados de nutrientes de 1975 a 1997 constatou que os níveis médios de cálcio em 12 legumes frescos caíram 27 por cento, os níveis de ferro 37 por cento, os níveis de vitamina A 21 por cento e os níveis de vitamina C 30 por cento.

Um estudo semelhante sobre os dados de nutrientes na Grã-Bretanha entre 1930 e 1980, publicado no British Food Journal, descobriu que em 20 legumes o teor médio de cálcio havia diminuído 19%, o Ferro 22 por cento e o potássio 14 por cento.

Ainda outro estudo concluiu que teríamos que comer oito laranjas hoje para obter a mesma quantidade de vitamina A para a qual os nossos avós apenas precisariam de comer uma.

Tomates cultivados por métodos orgânicos contêm mais compostos fenólicos do que aqueles cultivados usando os padrões comerciais.

Um estudo publicado no Journal of Agricultural and Food Chemistry analisou os perfis fenólicos de tomates da variedade “Daniela” cultivados usando métodos “convencionais” e orgânicos, validando que aqueles cultivados em condições orgânicas continham níveis significativamente maiores de compostos fenólicos do que os cultivados convencionalmente.

E o que pode ser feito? A chave para produtos mais saudáveis é o solo mais saudável. Alternar campos entre as estações de cultivo para dar tempo à terra de se regenerar seria um passo importante.

Para além disso, abandonar os pesticidas e fertilizantes a favor dos métodos de cultivo orgânico é bom para o solo, para os produtos e para os seus consumidores. Aqueles que querem obter as frutas e legumes mais nutritivos devem comprar regularmente aos agricultores orgânicos locais.

Davis da UT adverte que, apenas porque as frutas e vegetais não são tão saudáveis como costumavam ser, não significa que os devemos evitar.

“Os legumes são extraordinariamente ricos em nutrientes e fitoquímicos benéficos”, ele relatou. “Estes ainda estão lá, e os legumes e as frutas são as nossas melhores fontes desses nutrientes”.

A maioria das nações do mundo não tem nenhuma plataforma sobre não-OGM para proteger os seus cidadãos e, embora isso esteja a mudar lentamente, a maioria das nações está muito atrás de lugares como Equador, Peru, Venezuela, Egito, Rússia e outros que abdicaram dos OGMs ou têm proibições a nível nacional de OGMs .

Nações como os Estados Unidos, Canadá, China, Reino Unido, Austrália, México e a maior parte da América do Sul, Ásia e África, ainda não têm plataformas formais de não-OGM, pelo que continuam a usa-los de forma generalizada, e sem restrições, em todos os alimentos.

É importante realçar que estas deficiências são exactamente as mesmas que num ser humano aumentam a susceptibilidade às doenças, distúrbios de natureza diversa e cancro.

As pessoas que têm osteoporose têm níveis baixos em cálcio e de magnésio, e as pessoas que têm cancro têm níveis baixos manganês. E a lista continua indefinidamente.

Um estudo sobre o milho OGM Vs orgânico publicado no site Moms Across America mostra claramente a diferença entre o valor nutritivo do milho do OGM e o milho não-OGM.

O milho não-OGM tem 6130 ppm de cálcio enquanto o milho OGM tem 14 – o milho não-OGM tem 437 vezes mais cálcio.

O milho não-OGM tem 113 ppm de magnésio enquanto o milho OGM tem 2 – o milho não-OGM tem cerca de 56 vezes mais magnésio.

O milho não-OGM tem 113 ppm de potássio enquanto o milho transgênico tem 7 – o milho não-OGM tem 16 vezes mais potássio.

O milho não-OGM tem 14 ppm de manganês enquanto o milho OGM tem 2 – o milho não-OGM tem 7 vezes mais manganês.

Em geral, o milho não-OGM é 20 vezes mais rico em nutrientes, energia e proteínas em comparação com o milho transgênico.

Fonte: http://humansarefree.com/2017/01/why-fruits-and-vegetables-have-become.html?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+humansarefree%2FaQPD+%28Humans+Are+Free%29

Obtenha a sua proteína a partir das plantas e não da carne, se quiser continuar a ser saudável. Verdadeiro ou falso? Veja por si mesmo

Obtenha a sua proteína a partir das plantas e não da carne, se quiser continuar a ser saudável. Verdadeiro ou falso? Veja por si mesmo

dieta vegetariana

A Dieta Vegetariana. É muito fácil encontrar informações conflituosas, em particular no que diz respeito às ciências da saúde e ainda para mais quando se trata de examinar dietas à base de carne em comparação com as que são baseadas nos vegetais. As dietas à base de plantas podem ajudar a prevenir mais de 60% das mortes por doenças crónicas, mas as pessoas ainda debatem se o veganismo é uma dieta segura e sustentável. Isto é em grande parte devido à “ciência” da indústria alimentar, que está repleta de engodos e de informações falsas que são constantemente usadas tanto pelos nossos sistemas de educação e como de saúde. Isto não é nem um segredo nem uma teoria da conspiração como muitas pessoas dessas indústrias têm publicamente abordado essas questões e enfatizado essas mesmas ideias.

“Simplesmente já não é possível acreditar em muita pesquisa clínica que é publicada, ou confiar no julgamento de médicos de confiança ou directrizes médicas autoritárias. Não me agrada essa conclusão à qual cheguei lenta e relutantemente ao longo da minhas duas décadas como editora do New England Journal of Medicine– Dra. Marcia Angell, médica e editora chefe do New England Medical Journal (fonte)

Há dois anos atrás o Dr. Richard Horton, o actual editor-chefe da revista The Lancet, considerada uma das revistas médicas mais conceituadas do mundo, afirmou que metade de toda a literatura publicada pode ser falsa. Nas suas palavras:

As provas contra a ciência são simples: grande parte da literatura científica, talvez metade, pode ser simplesmente falsa. Estudos duvidosos com amostras de tamanho reduzido, efeitos reduzidos ou irrelevantes, análises exploratórias inválidas, e os conflitos flagrantes de interesse, juntamente com uma obsessão para perseguir as tendências da moda com relevância duvidosa, encaminharam a ciência de volta para a escuridão“. (Fonte)

Estes são pontos importantes a considerar quando se fala de ciência e é extremamente evidente no sistema alimentar, em particular quando se discutem as dietas à base de plantas. Temos sido martelados com a ideia de que a carne é necessária para uma boa saúde, mesmo numa época em que uma enorme quantidade de profissionais e publicações têm provado os benefícios nutricionais de uma dieta à base de plantas. Parece um pouco estranho, em particular se considerarmos o facto de que vários biliões de animais são criados e mortos para a produção de carne anualmente, e isso é somente na América.

Dietas Baseadas em Plantas Comparadas às baseadas na Carne

Se olharmos para a ciência “convencional”, os cientistas estão apenas agora a começar a aceitar as dietas baseadas em plantas como uma opção sustentável e saudável e aqueles que fazem as pesquisas são eles mesmos exemplos vivos disso.

Por exemplo, o Dr. Ellsworth Wareham, com 100 anos de idade e cirurgião cardíaco recentemente aposentado que foi vegan durante metade de sua vida explica que:

“O veganismo é uma forma muito refinada de nutrição. É um pouco extremo dizer a uma pessoa que está a usar alimentos de carne que você vai simplesmente retirar-lhes esses mesmos alimentos. Quando eu praticava medicina eu dizia aos pacientes que a dieta baseada em vegetais era o caminho mais saudável para prosseguir, e manterem-se afastados dos produtos animais, tanto quanto possível. As pessoas são muito sensíveis acerca daquilo que comem. Você pode falar com as pessoas sobre exercícios de relaxamento, uma boa atitude mental e eles aceitam isso. Mas falar com elas sobre o que estão a comer é um tema muito sensível. Se um indivíduo estiver disposto a ouvir então eu vou tentar explicar-lhes científicamente o que eu acho que é melhor para eles”.- Dr Ellsworth Wareham (fonte)

Outro exemplo é Kim A. Williams, M.D., presidente recém-empossado do Colégio Americano de Cardiologia, que também adotou uma dieta vegan. Ele muitas vezes observa pacientes que estão com peso acima do normal e lutam contra a hipertensão, diabetes do tipo 2 e colesterol alto. Uma das coisas que ele os aconselha a fazer especificamente é tornarem-se vegans. Ele também é o Presidente de Cardiologia do Rush University Medical Center, em Chicago. O seu entusiasmo por uma dieta baseada em plantas tem origem na sua interpretação da literatura médica, tendo citado vários estudos que provam que as pessoas que têm dietas vegetarianas vivem mais tempo do que aqueles que comem carne e têm menores taxas de morte por doenças cardíacas, diabetes e problemas renais. (fonte)

De acordo com a Harvard Medical School:

“Os estudos confirmaram os benefícios para a saúde de dietas sem carne. Hoje em dia a alimentação baseada em plantas é reconhecida como não só nutricionalmente suficiente, mas também como uma forma de reduzir o risco de muitas doenças crónicas”. (Fonte)

Existe uma infinidade de estudos que demonstram os benefícios das dietas vegetarianas e veganas. Por exemplo, a American Dietetic Association demarcou a sua posição concluindo que:

As dietas vegetarianas devidamente planeadas, incluindo as totalmente vegetarianas ou veganas, são saudáveis, nutricionalmente adequadas e podem proporcionar benefícios para a saúde na prevenção e tratamento de certas doenças. (Jornal da American Dietetic Association, Julho de 2009) (fonte).

Estas doenças incluem doenças cardíacas, cancro, diabetes e muitas mais. A pesquisa realizada pelo Dr. Dean Ornish, que descobriu que os pacientes colocados num programa que incluía uma dieta vegetariana tinham menos placa coronária e menos eventos cardíacos, também é recorrentemente citada.

Também é importante notar que quando se trata de ciência e de fazer ‘associações’, é crucial usar os Critérios de Bradford Hill. Todos sabemos que a correlação não significa causalidade e que, às vezes, a correlação poderá significar causalidade. Quando você tem um grande número de estudos mostrando tais fortes correlações, é geralmente seguro supor que a correlação em certos casos significa causalidade. Quando se trata da dieta baseada em plantas não existe escassez de evidências que claramente delineiam os seus benefícios à saúde. Obviamente, os benefícios de se comer mais alimentos à base de plantas vai muito além da simples correlação.

Essa tendência está a ganhar mais investigação científica à medida que popularidade cresce. Pelo menos 542.000 pessoas na Grã-Bretanha seguem agora uma dieta vegan – em 2006 eram apenas 150.000 – e outros 521.000 vegetarianos esperam reduzir seu consumo de produtos animais. É evidente que o veganismo se tornou uma das escolhas de estilo de vida em maior crescimento. (Fonte # 2)

Um dos estudos mais abrangentes já realizado sobre este assunto é o The China Study, realizado pelos Drs T. Colin Campbell e Thomas Campbell. As suas descobertas mostraram correlações directas entre a nutrição e as doenças cardíacas, diabetes e cancro, provando que as culturas que comem essencialmente dietas baseadas em plantas têm menor ou nenhuma ocorrência dessas doenças e que a mudança para uma dieta baseada em plantas pode reverter com sucesso as doenças já estabelecidas no corpo. O estudo da China é reconhecido como o estudo nutricional mais abrangente já realizado sobre a relação entre dietas e doenças. Eu recomendo assistir o documentário Forks Over Knives (disponível no Netflix), que investiga isso de forma mais detalhada.

A lista de estudos continua e, e se quiser encontrar mais informações recomendamos que você pesquise esse assunto por si mesmo, pois existem muitos estudos que podiam ser incluídos neste artigo.

Proteína Vegetal Comparada à Proteína Vegana

A proteína em produtos animais é preenchida com gorduras e produtos químicos e todos os tipos de coisas que são prejudiciais para si. Quando eu competia e ingeria todas essas coisas, eu tinha muitos problemas digestivos, eu estava constipado e inchado, e apenas sentia-me miserável o tempo todo. Eu não me preocupo mais com a proteína, porque obtenho a suficiente no que eu como. Eu não sou apenas saudável, mas eu sinto-me melhor acerca de mim e de como eu me relaciono com as outras criaturas do mundo

Acima estão as palavras de Jim Morris, um dos muitos culturistas vegans de competição que tem sido vegan durante a maior parte da sua vida. A última vez que vimos um culturista vegan estava a competir nos Jogos Olímpicos do Brasil. O seu nome é Kendrick Farris e ele foi o único americano halterofilista a competir nos Jogos Olímpicos do Rio. Você pode ler mais sobre isso aqui.

Se alguém lhe diz, “eu preciso da minha proteína”, e é por isso que come carne, eles estão muito mal informados. Você não precisa de proteína da carne para ser saudável. A realidade é completamente o oposto, visto que a proteína de origem vegetal é uma alternativa mais saudável. Claramente, os culturistas que adoptam essas dietas do vegan são um grande exemplo, mas vamos olhar sobre o que alguns dos “peritos” têm que dizer.

De acordo com o Dr. Deepak Bhatt, professor da Harvard Medical School e editor-chefe do Harvard Heart Latter:

“Quando se trata de obter proteínas da sua dieta, a carne não é a única opção. Evidências crescentes mostram que reduzir a carne e aumentar a proteína de origem vegetal é o caminho mais saudável. Uma dieta com qualquer tipo de carne aumenta o risco de doenças cardíacas e de cancro quando comparada com a dieta vegetariana.” (Fonte)

Um estudo mais recente realizado por investigadores da Harvard Medical School e do Massachusetts General Hospital acompanhou mais de 130.000 pessoas durante 36 anos, monitorizando doenças, estilos de vida, dietas e taxas de mortalidade.

Eles descobriram que a substituição de entre 15g e 19g de proteína animal, o equivalente a uma única salsicha, por leguminosas, frutos secos e outras proteínas do plantas diminuía significativamente o risco de morte precoce. Substituir os ovos por proteínas de origem vegetal também leva a uma redução de 19 por cento no risco de morte.

Os investigadores descobriram que uma ingestão 10 por cento maior de carne foi associada a uma taxa de mortalidade dois por cento maior e oito por cento mais de mortes cardiovasculares.

De acordo com o Dr T. Colin Campbell, mencionado anteriormente no artigo do The China Study:

“O que eu fiz durante a primeira parte da minha carreira não foi nada mais do que aquilo que a ciência tradicional sugeriria. Observei que dietas presumivelmente mais ricas em proteína animal estavam associadas a uma incidência maior de cancro do fígado nas Filipinas. Quando combinado com o relatório extraordinário da Índia mostrando que a caseína alimentada a ratos de laboratório, nos níveis habituais de ingestão, promovia dramaticamente o cancro do fígado, isso conduziu-me até ao meu estudo de 27 anos de duração, “O Projecto da China”, para perceber como isso funcionava. Fizemos dezenas de experiências para ver se isso era verdade e, mais ainda, para perceber como funcionava. “

No estudo, Campbell enfatizou o facto de que eles usaram os critérios tradicionais para decidir o que é um carcinogénico (em relação às proteínas de origem animal) do programa de testes de carcinogénese química do governo. Campbell também afirmou que “este não é um assunto discutível e as implicações desta conclusão são surpreendentes em muitos aspectos”.

Ele também mostrou, entre outras coisas, que a proteína animal é muito ácida, e vaza essa acidez, o que leva o corpo a retirar cálcio e fósforo dos ossos para neutralizar a acidez.

Abaixo está um vídeo dele a explicar algumas das suas descobertas:

Então qual é a melhor?

Obviamente, existem informações de ambos os lados. O ponto principal a reter aqui é que a proteína não é a mesma.

Proteína é construída a partir de blocos de construção conhecidos como aminoácidos, e os nossos corpos produzem-nos de duas formas diferentes. Talvez nem todos o corpos sejam iguais, e alguns podem os aminoácidos nas suas formas elementares ou podem modificar outras.

Uma pequena lista de aminoácidos conhecidos como os aminoácidos essenciais precisam de ser obtidos dos alimentos. De acordo com o modelo de educação actual, que é amplamente financiado por corporações de alimentos que controlam a agro-pecuária, o discurso é que as fontes animais de proteína tendem a ter todos os aminoácidos que precisamos. O que eles deixam de fora sobre a proteína animal é o que você acabou de ler acima.

Outras fontes de proteína não têm um ou mais aminoácidos essenciais, mas tudo o que um indivíduo vegetariano ou vegano precisa de fazer é ter certeza de que eles ingerem uma variedade de alimentos que contêm proteínas, o que ajudará o corpo a produzir mais proteínas.

Dito isto, estudos sobre a restrição calórica e o jejum têm demonstrado que uma elevada ingestão de proteínas, muita, é definitivamente algo que você não quer. Se você quiser saber mais sobre isso, você pode consultar o Dr. Valter Longo, ou confira mais alguns dos nossos artigos sobre o jejum.

Certas carnes também têm sido associadas a várias doenças. Por exemplo, uma pesquisa realizada na Escola de Saúde Pública de Harvard descobriu que comer, mesmo que em pequenas quantidades, carne vermelha, em particular a carne vermelha processada regularmente, está associado a um risco aumentado de doenças cardíacas e acidentes vasculares cerebrais e ao risco de morte por doenças cardiovasculares ou quaisquer outras causas. Certas carnes também são conhecidas por causarem cancro e váriadas outras doenças. Substituir essas carnes por fontes saudáveis ​​de proteína reverteu os efeitos. (fonte) (fonte)

Os alimentos processados ​​/ carne também são conhecidos por causarem cancro.

Enquanto o consumo deficiente de proteínas é prejudicial ao corpo, o consumo excessivo também comporta riscos. Nos Estados Unidos, o omnívoro mediano obtém mais do que 1,5 vezes a quantidade ideal de proteína, e a maior parte dessa proteína é de origem animal. Esta é uma má notícia, pois o excesso de proteínas é transformado em resíduos ou em gordura. Esta proteína animal armazenada contribui para o ganho de peso, doença cardíacas, diabetes, inflamações e cancro.

Por outro lado a proteína contida em alimentos vegetais integrais está associada à prevenção de doenças. De acordo com Michelle McMacken, médica de medicina interna e professora assistente de medicina na NYU School of Medicine:

“A proteína encontrada nos alimentos vegetais integrais protege-nos de muitas doenças crónicas. Não há necessidade de rastrear a ingestão de proteínas ou usar suplementos proteicos com dietas baseadas em plantas. Se você está a satisfazer as suas necessidades diárias de calorias, você terá muita proteína. As pessoas que vivem mais tempo na Terra, aquelas que vivem nas “Zonas Azuis“, obtêm cerca de 10% das suas calorias de proteínas, em comparação com a média dos EUA de 15-20%”.

Obviamente, existe uma grande riqueza de informações lá fora, e o que eu mencionei aqui é apenas uma amostra. Existem também outros factores a considerar nestes tempos também, como por exemplo a influência da indústria sobre as publicações científicas, e muito mais.

Fonte: http://www.collective-evolution.com/2017/02/06/get-your-protein-from-plants-not-meat-if-you-want-to-be-healthier-according-to-these-scientists/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+Collective-evolution+%28Collective+Evolution%29