A Revisão pelos Pares: “A Ciência perde a Credibilidade à medida que muitas Pesquisas demonstram serem Falsas”

A ciência de hoje, em todos os campos, é atormentada pela corrupção. No entanto, na maioria das vezes, as tentativas de consciencialização sobre a fraude científica – uma questão que poucos jornalistas têm estado dispostos a abordar – são atendidas com a resposta: “Bem, é revista pelos pares ou não?”

Embora a boa ciência devesse sempre ser revista, usar esse rótulo como uma forma de credibilidade pode ser perigoso, pois faz com que as pessoas descartem a pesquisa de novas informações instantaneamente se não o for, particularmente quando essas informações colidem com as crenças há muito tempo enraizadas na Consciência humana via marketing de massas, educação e muito mais.

Infelizmente, está a tornar-se cada vez mais aparente que nos estão a mentir sobre os produtos e medicamentos que usamos diariamente.

Se é um daqueles que normalmente aponta para o rótulo “revisto pelos pares”, então deverá tomar conhecimento de que existem muitos investigadores e iniciados que têm vindo a impulsionar a Consciência desse problema aasociado a este rótulo ao longo de anos.

Quem diz isso? E de que áreas da Ciência?

A Ciência do Clima

Muitas pessoas têm falado contra a corporatização e politização da Ciência. Por exemplo, o professor Lennart Bengtsson, climatologista sueco e ex-director do Instituto Max Planck de Meteorologia em Hamburgo, expressou a sua preocupação pelo facto de alguns cientistas, segundo uma entrevista dada ao Daily Mail, “misturarem o seu papel científico com o de activistas climáticos”. Ele afirma que existem vários indicadores de como “a ciência está gradualmente a ser influenciada por opiniões políticas”. (Fonte)

A professora Joanna D. Haigh, física britânica, professora de física da atmosfera no Imperial College London, co-directora do Grantham Institute for Climate Change e ex-presidente da Royal Meteorological Society, também falou sobre a politização da Ciência climática. (Fonte)

O principal consultor de negócios do primeiro-ministro australiano fez o mesmo, assim como outros políticos, como o senador James Inhofe, presidente do Comité para o Meio Ambiente e Obras Públicas dos Estados Unidos. Você pode ler mais sobre essa história aqui.

Infelizmente, os meios de comunicação de massas vilificam essas pessoas, com grandes consequências.

Abaixo está um trecho excelente de uma palestra dada por Richard Lindzen, um dos maiores especialistas mundiais no campo e autor principal dos “Processos do Clima Físico e Comentários”, Capítulo 7 do Terceiro Relatório de Avaliação do Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas (sigla IPCC em Inglês). Ele sabe que toda a ciência climática que recebemos é Ciência das Nações Unidas do IPCC. Um dos cientistas mencionados na lista do senador, no vídeo a seguir, fala sobre a política da Ciência climática e a manipulação de dados – algo que afeta todos os campos da ciência hoje em dia.

As Ciências médicas / Ciências da Saúde / Alimentação

Ciência. No caso da medicina, muita informação surgiram mostrando o quanto a corrupção realmente existe. Os Editores-em-Chefe de várias revistas médicas principais foram bastante bruscos, sendo um dos melhores exemplos proveniente do Dr. Richard Horton, o actual Editor-Chefe do The Lancet, que diz: “As provas contra a ciência são simples: grande parte da literatura científica, talvez metade, pode ser simplesmente falsa”. (Fonte)

A Dra. Marcia Angell, médica e editora de longa data do New England Medical Journal (NEMJ), também considerada uma das revistas médicas mais prestigiadas do mundo, ao lado da The Lancet, afirmou que:

“Simplesmente já não é possível acreditar em muita da investigação clínica que é publicada, ou confiar no julgamento de médicos de confiança ou de directrizes médicas autoritárias. Não me agrada essa conclusão à qual eu cheguei lenta e relutantemente ao longo das minhas duas décadas como editora do New England Journal of Medicine“. (Fonte)

John Ioannidis, um epidemiologista da Faculdade de Medicina da Universidade de Stanford, publicou um artigo intitulado “Porque é que a maioria dos artigos de investigação publicados são falsos“, e que posteriormente se tornou o artigo mais lido da história da Biblioteca Pública de Ciências (PLoS). (Fonte)

Aqui está outra grande citação:

A profissão médica está a ser comprada pela indústria farmacêutica, não só em termos da prática da medicina, mas também em termos de ensino e pesquisa. As instituições académicas deste país estão a permitir-se serem os agentes pagos da indústria farmacêutica. Acho que é uma vergonha. – Arnold Seymour Relman (1923-2014), professor de medicina de Harvard e ex-editor-chefe do The New England Medical Journal (Fonte)

Como pode ver, este problema persiste já desde há algum tempo.

Um par de exemplos

Os Organismos Geneticamente Modificados (OGM)

Um dos melhores exemplos da influência política sobre a publicação científica vem de um episódio que envolveu o milho geneticamente modificado. A Monsanto publicou um estudo há alguns anos que pretendia demonstrar os efeitos do milho GM em ratos durante um período de 90 dias. Eles não relataram os efeitos nocivos desta dieta sobre os roedores. Dado o facto de que não existem estudos de longo prazo que examinem os riscos para a saúde associados aos OGMs, os investigadores independentes decidiram então realizar o mesmo estudo, mas com uma diferença: o seu estudo durou mais de um ano em vez de apenas três meses. Os investigadores encontraram casos de graves danos renais e no fígado, bem como distúrbios hormonais, juntamente com o desenvolvimento de grandes tumores e mortalidade entre os grupos testados. O estudo foi publicado em Novembro de 2012, no Journal of Food and Chemical Toxicology, e foi logo instantaneamente retirado. Depois de centenas de cientistas condenarem a remoção, os EUA não o publicaram. O estudo foi então reeditado em várias revistas científicas revistas por pares (na Europa e no ano de 2014), como a Environmental Sciences Europe. É por isso que não deve ser uma surpresa que tantos países Europeus tenham proibido o cultivo de culturas geneticamente modificadas. Muitos também têm proibições e / ou restrições severas sobre a importação de produtos GM, citando preocupações ambientais e de saúde.

Este facto também ficou claro nos documentos do WikiLeaks.

A resistência ao aparecimento dos alimentos geneticamente modificados tem sido pronunciada em toda a Europa. O continente caracteriza-se por ter alguns dos regulamentos mais restritos que regulam o uso e o cultivo de produtos OGM, e o cepticismo público sobre os produtos biotecnológicos é muito elevado – um facto que não passa despercebido aos diplomatas americanos. Num extenso relatório datado de finais de 2007, um email emitido pelo Departamento de Estado delineou a sua “Estratégia de divulgação da biotecnologia”, que reconhecia, entre outras coisas, as “opiniões negativas sobre a biologia” da União Europeia e o compromisso nacional para as limitar (O7STATE160639).

A atenção inicial dada ao papel do Departamento de Estado pressionar os seus aliados a favor das grandes indústrias obscureceu o papel ainda maior que desempenhou ao assegurar um lugar para os produtos agrícolas geneticamente modificados (OGM) numa região que em grande parte não queria ter nada a ver com eles. A campanha americana de promoção de produtos biotecnológicos foi um esforço mundial. No total, cerca de 1.000 documentos do Cablegate abordam esse esforço, sendo que um número significativo dos quais são originários da Europa. Os diplomatas norte-americanos no continente prestaram atenção considerável às garantias dos interesses das empresas americanas de biotecnologia na Europa – seja por meio de programas de “educação”, lobby governamental ou pura coerção – e eliminando as regulamentações da União Europeia, sendo que os emails disponíveis e publicados pelo WikiLeaks sugerem que os Estados Unidos investem tempo, esforço e despesas consideráveis nas suas operações em nome das empresas de biotecnologia americanas.

Em 1996, Steven M. Druker, advogado de interesse público e director executivo da Alliance For Bio-Integrity, iniciou um processo em 1998 que forçou a Food and Drug Administration (FDA) a divulgar os seus arquivos sobre alimentos geneticamente modificados.

Ele publicou recentemente um livro sobre o processo que fornece detalhes da sua experiência. Ele também divulgou os documentos no seu site, mostrando os riscos significativos dos alimentos geneticamente modificados e as falhas na política da FDA.

Chama-se Genes Alterados e Verdade Distorcida: Como o empreendimento para alterar geneticamente os nossos alimentos subverteu a Ciência, corrompeu o governo e sistematicamente enganou o Público.

Os Fármacos

Há uma série de exemplos por onde escolher aqui, mas os antidepressivos estão no topo da lista. Irving Kirsch, professor de medicina da Harvard Medical School, publicou um estudo que mostra como:

 “a análise dos dados publicados e dos dados não publicados que foram escondidos pelas empresas farmacêuticas revela que a maioria (se não todos) dos benefícios são devidos ao efeito placebo”. (Fonte)

Outro estudo publicado no British Medical Journal por investigadores do Nordic Cochrane Centre em Copenhaga mostrou que as empresas farmacêuticas não estavam a divulgar todas as informações sobre os resultados dos seus ensaios com fármacos. Os investigadores analisaram documentos de 70 diferentes ensaios de estudo em dupla ocultação controlados com placebo de inibidores selectivos da recaptação da serotonina (ISRS) e inibidores da recaptação da serotonina e da norepinefrina (IRSN), e descobriram que a extensão total dos danos sérios nos relatórios do estudo clínico não foi relatada.

Tamang Sharma, um estudante de doutoramento na Cochrane, e principal autor do estudo, afirmou:

Descobrimos que muitos dos apêndices estavam muitas vezes disponíveis apenas a pedido das autoridades, e as autoridades nunca os tinham solicitados. Eu realmente estou algo assustado com o quanto a situação poderia ser verdadeiramente má se tivéssemos acesso aos dados completos (Fonte)

Outro co-autor do estudo, o Dr. Peter Gotzsche, que co-fundou a Cochrane Collaboration (a principal organização mundial na avaliação de provas médicas) descobriu que, e numa análise separada, 100.000 pessoas nos Estados Unidos morrem a cada ano dos efeitos colaterais das drogas prescritas correctamente, observando que “é notável que ninguém levante uma sobrancelha quando nós matamos tantos dos nossos próprios cidadãos com fármacos”. Ele publicou muitos estudos que debatem a questão de que o nosso uso dos antidepressivos está a causar mais danos do que a fazer bem, e tendo em consideração as grandes e recentes fugas de informação a respeito desses fármacos, parece estar correto.

Abaixo está um breve vídeo dele analisando esse problema:

Vacinas

As vacinas estão a receber agora mais atenção do que nunca. De facto, Robert F. Kennedy Jr., presidente do World Mercury Project (WMP), anunciou recentemente um desafio de 100.000 dólares destinado a pôr fim à inclusão do mercúrio, uma neurotoxina 100 vezes mais venenosa do que o chumbo, nas vacinas administradas nos EUA e globalmente.

É oferecido a qualquer pessoa, incluindo jornalistas e cientistas, que possam fornecer um estudo que demostre que é seguro injectar mercúrio em bebês. Isso será difícil, uma vez que centenas de estudos (que também estiveram presentes na conferência de imprensa na forma impressa) mostram que é absolutamente inseguro e que pode aumentar significativamente o risco de desenvolvimento de distúrbios neurodegenerativos.

Você pode ler mais sobre isso aqui.

Múltiplos casos de fraude nas vacinas foram descobertos, mas isso é algo que você pode não saber dado o facto dos meios de comunicação social de massas ignorarem completamente a questão, e as vacinas serem fortemente comercializadas.

Por exemplo, Lucija Tomljenovic, que tem um doutoramento em bioquímica e um pós-doutoramento sénior na Faculdade de Medicina da UBC, para além de ser um investigador médico, descobriu documentos que revelam que os fabricantes das vacinas, empresas farmacêuticas e autoridades de saúde conhecem os vários perigos associados às vacinas, mas optaram por não os divulgar publicamente. (Fonte)

Mas talvez uma das maiores revelações da história médica, infelizmente também ignorada pelos meios de comunicação de massas, aconteceu à apenas há alguns anos e ainda está a ter repercussões, como é suposto.

O Dr. William Thompson, cientista sénior do CDC, publicou alguns dos estudos pró-vacinas mais frequentemente citados, o que mostrou que não havia absolutamente nenhuma ligação entre a vacina da tríplice viral e o autismo (Thompson, et al., 2007, Price et al. 2010, Destefano, et al., 2004). Entretanto, o Dr. Thompson admitiu recentemente que esse foi “o ponto o mais baixo” da sua carreira quando “colaborou nessa investigação”. Continuou por dizer que e os outros autores “não relataram resultados significativos” e que ele ficou “completamente envergonhado” com o que ele fez. Ele foi “cúmplice e concordou com isso”, e lamenta que tenha feito “parte do problema”. (Fonte) (Fonte) (Fonte)

Um estudo com informações revistas e sem dados omitidos foi publicado pelo Dr. Brian Hooker (um dos contactos do Dr. Thompson) na revista homóloga Translational Neurodegeneration, e encontrou um aumento de 340% no risco de autismo em meninos afro-americanos que receberam a vacina. O estudo desde então foi retraído, mas por volta da mesma altura esta controvérsia surgiu.

Você pode ler o estudo completo aqui, embora sem surpresa ele tenha sido retraído desde então.

Os advogados de Thompson, Robert F. Kennedy Jr. e Bryan Smith da Morgan & Morgan, também divulgaram uma declaração do Dr. Thompson, que mencionou Hooker:

Eu tive muitas discussões com o Dr. Brian Hooker nos últimos 10 meses em relação aos estudos que o CDC tem realizado sobre as vacinas e consequências sobre o desenvolvimento neurológico, incluindo os distúrbios do mesmo espectro do autismo. Partilho a sua convicção de que a tomada de decisões e as análises do CDC devem ser transparentes. (Fonte)

Ele teve que invocar a protecção para denunciantes e entregou os extensos arquivos da agência ao Congresso. Ele disse que, na última década, os seus superiores têm-no pressionado a ele e aos seus colegas cientistas para mentirem e manipularem dados para esconderem o nexo causal entre as vacinas e as lesões cerebrais, incluindo o autismo.

Pensamentos finais

Como pode ver, a fraude científica é um problema grande em todas as frentes e este artigo tem fornece apenas alguns exemplos. O problema não é apenas com os OGMs e vacinas – afecta também os cosméticos, os alimentos, produtos de limpeza e muito mais. Como é que tantos produtos que causam tantos danos foram aprovados pelas instituições que estão encarregues de nos proteger?

Existem muitos livros sobre este tema mas eles não recebem a atenção que merecem, uma vez que os principais accionistas dos meios de comunicação convencionais são os mesmos da indústria da saúde. Porque é que eles haveriam de atacar os seus próprios produtos nas suas próprias redes nacionais de televisão?

O poder da América corporativa assumiu quase todos os aspectos das nossas vidas. Se você ainda se pergunta sobre o que podemos fazer quanto a isso, bem, eu acredito que o primeiro passo é o da Consciência. Existe ainda uma pletora de informações das quais o público em geral está totalmente inconsciente, mas se voltarmos uma década para trás, as informações que costumavam ser consideradas uma conspiração são agora simplesmente factos. Um grande exemplo é a aquisição corporativa da Ciência, como discutido neste artigo, mas poderíamos falar das fugas de informação de Snowden sobre a vigilância em massa ou o 11 de Setembro. Estudos ainda estão a ser publicados por físicos e engenheiros sobre esse evento.

A Consciência torna mais difícil para a elite manipular-nos. Uma vez que nos tornamos conscientes de algo, podemos pará-lo. Por exemplo, olhe para os alimentos geneticamente modificados e os pesticidas que vêm com eles. Assim que as massas tomaram Consciência dos seus perigos começaram a mudar os seus hábitos de compras. Agora, a maioria dos países ao redor do mundo proibiram completamente esses alimentos.

É difícil aceitar que há poderes invisíveis, motivados pela sua própria ganância e desejo de poder, que nos fazem mal disfarçados de bons. É somente quando tomamos Consciência de como estamos a ser prejudicados e mudamos os nossos hábitos de compras – impactando as suas operações – que eles mudam as suas tácticas. Por outro lado é encorajador saber que uma vez que nos agregamos em prol de um objectivo comum, qualquer coisa pode ser alcançada, e nós realmente temos o potencial e o poder de mudar o nosso mundo.

Fonte: http://www.collective-evolution.com/2017/03/01/peer-reviewed-science-losing-credibility-as-large-amounts-of-research-shown-to-be-false/

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